Saúde Pública no FORMAB

 

Mas afinal, o que é FORMAB? É o Programa de Formação e Vivência na Atenção Básica financiado pelo Ministério da Saúde juntamente com o Departamento de Atenção Básica (DAB/MS) onde se reuniram estudantes de graduação dos cursos Saúde Pública (FSP/USP), Saúde Ambiental (UFU), Gestão de Serviços de Saúde (UFMG), Gestão em Sistemas e Serviços da Saúde (UFRN), Análise de Políticas e Sistemas de Saúde (UFRGS), Gestão em Saúde Coletiva (UnB), Saúde Coletiva (UFRJ, UFPR, UNILA, UFTM, UFAC, UFBA, UnB) para um estágio de vivência no SUS e para conhecer o modelo de gestão da FESF-SUS.

A Fundação Estatal Saúde da Família é um organismo da Administração Pública com flexibilidade e autonomia mais amplas do que as atuais autarquias e fundações públicas de direito público possuem. Dispõe de instrumentos administrativos de natureza privada e, nesse sentido, é comparável a uma empresa pública estatal. A Fundação tem como propósito a eficiência, a qualidade e o compromisso com a manutenção dos princípios do SUS. Algumas das limitações hoje encontradas no SUS relacionam-se a duas grandes causas: financiamento insuficiente e gestão inadequada. Esse novo modelo de gestão tem como finalidade dar melhores condições para que os objetivos do SUS sejam implementados com mais profissionalismo gerencial e, sobretudo, com instrumentos mais ágeis.

Mas será que esse modelo de gestão é o pressuposto que a Faculdade de Saúde Pública defende? A graduação em Saúde Pública e Nutrição defendem? É a luta do CAER? O SUS é uma grande conquista do povo brasileiro, fruto de um formidável processo de mobilização social ocorrida durante o período de redemocratização do país e de elaboração da Constituição Federal de 1988. Presta ações e serviços em todo o território nacional, constituindo-se em um modelo bem sucedido de política pública. O problema do SUS não é gestão, é subfinanciamento, há uma crise de identidade do SUS devido a expansão de fundações, OSs, instituições privadas travestidas de filantrópicas, onde está a eficácia do privado quando ele gera instituições (no caso, as seguradoras) que se preocupam mais com os lucros do que com o bem-estar da clientela? Em nome da I Turma Saúde Pública e como futuro profissional da saúde, os planos privados jamais assegurarão a integralidade da atenção, pois são organizados para atender demandas espontâneas e limitados pelos contratos, contudo, os modelos que se revelam mais eficazes atualmente são os serviços de base universais, devemos aproveitar essa fase de desenvolvimento para reforçar a visão sanitária focada no bem público, no direito e na inclusão.

Queremos um Estado que garanta saúde pública universal integral e gratuita!

Paz Amor União Respeito

Caçapa (Saúde Pública- CAER)

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2 pensamentos sobre “Saúde Pública no FORMAB

  1. Achei confuso o texto, em especial a conclusão, que mistura assuntos tão diversos como “fundações” (quais? públicas, privadas? de direito público ou privado?), “OSs”, “instituições privadas travestidas de filantrópicas”, “seguros privados”. Além disso, um tratamento de assuntos complexos como os apresentados de forma aligeirada (um parágrafo para temas que têm consumido tanta produção intelectual e política de atores relevantes da Reforma Sanitária brasileira) só atua no sentido de transformar um assunto denso em um comentário superficial, que avalio que não contribui para as necessidades de debate consequente no âmbito do SUS. Não nos esqueçamos: somos formadores de opinião, e isso traz uma responsabilidade extra a nossa utilização dos espaços de verbalização. Abraço.

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