MOVIMENTAÇÃO MUNDIAL CONTRA AGROTÓXICOS E TRANSGÊNICOS

 

Os agrotóxicos e transgênicos se configuram nas grandes polêmicas acerca da produção de alimentos; o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009, só na safra entre 2010 e 2011 foram utilizados, nas lavouras nacionais, cerca de 936 mil toneladas (IDEC).

A transgenia, que a princípio, era a tecnologia associada com previsão, controle e reprodutibilidade, tomou  outros rumos e hoje, muitos dos transgênicos já liberados no meio ambiente não podem mais ser controlados. Eles interagem com toda a biodiversidade e ciclos naturais, podendo transferir seus genes para outras espécies selvagens, gerando efeitos que podem ser irreversíveis, e que foge do conhecimento humano, uma vez que nossas lavouras tem sido um grande laboratório e a nossa população cobaia para a introdução dos transgênicos; já estamos avisados que podemos ter surpresas desagradáveis em um futuro próximo.

O agronegócio, nome dado ao modelo de produção agrícola dominante no Brasil e no mundo, é o grande responsável pelo crescimento e uso desenfreado do uso de agrotóxicos e transgênicos. Esse modelo de produção se baseia na predominância de latifúndios, alta maquinaria, marginalização e desvalorização dos trabalhadores rurais, uma vez que substituem seu posto de trabalho e pagam-lhe salários ínfimos; sem falar na degradação do meio ambiente, desgastando o solo, contaminando os lençóis freáticos e colocando a vida de animais, seres humanos e do próprio planeta em risco.

A Monsanto é hoje uma das maiores empresas produtora desses venenos, que tem contaminado boa parte dos alimentos que chegam à nossa mesa. Em agosto desse ano (2012), a transnacional americana de agroquímicos Monsanto foi condenada a pagar uma multa de 250 mil dólares por “danos morais causados aos consumidores”, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que a propaganda veiculada pela empresa no sul do Brasil, em 2001, tinha como objetivo preparar o mercado nacional para a inserção dos transgênicos, que nessa época não havia sido aprovado ainda.

Para assistir a propaganda e ler a matéria na íntegra acesse: http://memorialatina.net/2012/08/29/monsanto-e-condenada-por-propaganda-enganosa/

Motivados pelo descaso com o qual as multinacionais e o mercado econômico vem tratando assuntos tão importantes como saúde e o futuro do planeta, jovens do mundo inteiro se organizaram contra a ameaça da Monsanto. Segundo site oficial (http://occupy-monsanto.com/) iniciou dia 17 de setembro, mesma data em que se deu a ocupação a Wall Street o ano passado, uma série de protestos, que durarão a semana toda em diversos lugares do mundo, em St. Luis (Missouri), onde está a sede da Monsanto Corporation, em todo os EUA, na Argentina, Canadá, Alemanha, Índia, Espanha, Filipinas, Paraguai e vários outros lugares.

Ocupar a Monsanto significa confrontar esse sistema de produção opressor, e a participação popular é ferramenta fundamental nessa luta. Ao contrário do que dizem as grandes empresas, é possível uma produção que favoreça a alimentação saudável, fortaleça a agricultura familiar e assim garanta um alimento seguro, em quantidade suficiente e de boa qualidade, conforme preconiza a Lei de Segurança Alimentar e Nutricional (BRASIL).

O Brasil como recordista no uso de agrotóxicos e transgênicos (principalmente soja transgênica), não poderia deixar de apoiar essa manifestação, nossa movimentação aqui ainda é bastante tímida, mas é fundamental debatermos esse assunto. Mais de 50 entidades nacionais se juntaram em abril de 2011 na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que tem por objetivo sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e se mobilizar para cobrar medidas que freiem seu uso no Brasil.

Para fortalecer a atuação, foi criado um projeto de financiamento colaborativo através do site catarse. A Campanha pede que @s interessad@s acessem o link  http://catarse.me/pt/projects/851-transformacao-agroecologica-colaborativa#about para saber os objetivos do projeto, motivações, ações previstas e formas de contribuir.

A Campanha que visa para transformar profundamente a realidade desse país campeão em consumo de agrotóxico, recentemente, lançou um abaixo assinado para banir do Brasil os agrotóxicos já banidos em outros países (assine a petição virtual)

 

O CAER (Centro Acadêmico Emílio Ribas), representante dos alunos do curso de Nutrição e do curso de Saúde Pública da FSP/USP:

  • Apoia a “Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e Pela Vida!”
  • Apoia “Occupy Monsanto.”

 

 

 

 

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