Nutrição, Enfermagem, Fisioterapia entre outros curso da saúde ficam de fora de edital do Ciências Sem Fronteiras (Csf)

ciencia-sem-fronteiras1O programa Ciências Sem Fronteiras(CsF) é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

Recebemos um comunicado da FSP acerca do assunto:

“Os cursos de graduação em Nutrição e em Saúde Pública não estão nominados nesse Anexo, impedindo a candidatura de nossos alunos. Estamos realizando todos os esforços possíveis para a inclusão de nossos cursos.

Por outro lado, a FSP-USP tem que analisar se a candidatura do aluno ao programa obedece a todos os requisitos, para que possa deferir a inscrição pelo sistema MUNDUS da USP.  E o fato de nossos cursos não estarem nominados, impossibilita esta análise.” Ou seja estamos impossibilitados de nos inscrevermos para tentar uma experiência fora do Brasil através do Csf.

Esse e-mail da Central de Atendimento do Ministério da Educação foi recebido por uma das alunas do curso de nutrição sobre a inscrição da nutrição no Ciências Sem Fronteiras(CsF)

“As áreas do programa Ciência sem Fronteiras são definidas pelo Governo Federal em consonância com as análises efetuadas pelo comitê executivo do programa, considerando a necessidade de internacionalização da Ciência e Tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. Informamos que as áreas prioritárias do programa também podem sofrer alterações conforme a disponibilidade dos departamentos das universidades parceiras no exterior de recebimento e acomodação dos alunos.

Informamos também:

REQUISITOS DO CANDIDATO: Estar regularmente matriculado em curso de graduação dentre os listados no Anexos destas Chamadas. conforme as instruções para as novas chamadas o item (…) 7) Caso seu curso de graduação não esteja contemplado no anexo da chamada, não será possível realizar a inscrição nas chamadas.”

Nós enquanto CAER acreditamos que os cursos de nutrição e saúde pública são áreas de fundamental importância para o desenvolvimento da ciência que envolve os alimentos e a saúde da população, não concordamos com o fato desses cursos não constarem nos novos editais do programa de internacionalização “Ciências sem Fronteiras”, e por isso estamos buscando maiores esclarecimentos.

Um processo está acontecendo pela anulação da retificação do edital que retira os cursos nós estamos acompanhando e se houver mudanças avisamos por aqui..

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,justica-autoriza-participacao-de-estudantes-de-humanas-no-ciencia-sem-fronteiras,975800,0.htm

 

Leia mais em:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/ensino_ensinosuperior/2012/11/27/ensino_ensinosuperior_interna,336102/fora-do-jogo.shtml http://camara-dos-deputados.jusbrasil.com.br/noticias/100234851/comissao-discutira-programa-ciencia-sem-fronteiras http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-11-27/ciencia-sem-fronteiras-e-alvo-de-acao-na-justica-federal.html http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/c/document_library/get_file?uuid=bedb2864-abd0-46e7-9d6d-da8224c05929&groupId=214072 http://oglobo.globo.com/educacao/mpf-ce-pede-anulacao-de-aditivo-do-ciencia-sem-fronteiras-que-exclui-26-cursos-6839414 https://www.facebook.com/photo.php?fbid=448318335232725&set=a.446190075445551.106639.446159335448625&type=1&theater

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Canil é demolido pela reitoria – Nota de repúdio do DCE-Livre da USP

O CAER apoia o repúdio à demolição do Canil da ECA, fazemos das palavras do DCE  as nossas:

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Na última sexta-feira, dia 21 de dezembro, em período de férias e perto do Natal, a reitoria demoliu o Canil, espaço estudantil tradicional, localizado na prainha da ECA, conhecido por abrigar atividades culturais e políticas dos estudantes de toda a USP.

A demolição é motivada pelo projeto da Nova ECA, que prevê a vinda da reitoria para seu prédio antigo, que já está em reforma. Este espaço estudantil, situado numa área central no campus, logo atrás da reitoria, seria uma pedra no caminho da nova reitoria. Além disso, a reitoria, nesta atitude anti-democrática, simplesmente ignora e descarta a história – e a opinião – das pessoas que ocupam e vivenciam determinado local, passando por cima de tudo aquilo que não se adaptou.

O DCE da USP manifesta seu repúdio a esta atitude arbitrária da reitoria, que visa avançar em seu projeto de reestruturação geográfica do campus e de controle e criminalização aos movimentos na universidade.
Esta decisão sequer passou pelos fóruns colegiados da USP, sendo tomada sem qualquer consulta a professores, funcionários ou estudantes. Exigimos que a diretoria da ECA se some a este repúdio à demolição do Canil, posicionando-se claramente ao lado da comunidade ECAna.

Só com uma grande mobilização pela democratização da USP em 2013 pode impedir que novas demolições venham a ocorrer e garantir os espaços estudantis que temos hoje.

Repúdio à demolição do Canil!
Não à Nova ECA de Rodas!
Em defesa dos espaços estudantis!

 

 

http://www.dceusp.org.br/2012/12/canil-demolido-pela-reitoria/

E o esperado fim de ano tão esperado finalmente chegou..

Depois de um ano repleto de trabalhos, provas, apresentações, correria, notas boas (ou nem tanto)..

Chegou o tão esperado descanso anual esperado por  todos..

É com muita satisfação que o CAER deseja a todos um ótimo final de ano, aproveitem muito a família e os amigos e que ano que vem voltemos com aquele gás de sempre pra podermos construir nossa formação universitária, profissional e pessoal..

Lembre-se que no início do ano teremos a matrícula dos calouros e a maravilhosa semana de recepção 2013!!

CARTÃO CAER

Barrinha de cereais da Semana do nutricionist@ FSP 2012

Nosso blog não é exatamente de receitas mas resolvemos abrir uma exceção já que é para um bem maior das (muitas) pessoas que pediram as receitas.

Depois de pedidos (muitos mesmo) hoje estamos revelando a famosa receita da barrinha de cereal que foi oferecida no coffee break, da semana do nutricionista da FSP em 2012.

É uma receita que adoramos e é muito fácil do tipo “mistura tudo e tá pronta”

É uma ótima ideia para quando dá aquela vontade de comer alguma coisa que não sabemos muito bem o que é..


• 400gr de biscoito maisena trituradas no liquidificador
• 2 xíc. (chá) de aveia em flocos
• 1/2 xíc. (chá) de uvas passa (opcional)
• 100gr de leite em pó
• 2 vidro de glucose de milho
• 2 de xíc. (chá) de flocos de arroz
• 2 col. (sopa) de açúcar mascavo

Dica: Pode acrescentar castanhas, frutas secas e outros cereais.

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes e utilize a glucose para dar liga. Amasse bem com as as mãos. Coloque a massa numa forma de bolo retangular, aperte e prense bem passando um rolo de macarrão, deixando-a uniforme e lisa. Deixe descansar de um dia para o outro ou, no mínimo, por 6 horas na geladeira. Corte em barras, quadradinhos ou de acordo com sua criatividade. Para conservar, embrulhe em papel (filme, celofane, alumínio).Deixe na geladeira para ficar mais consistente.

 

Obs: a receita rende bastante se preferir faça meia receita. A barrinha fica bem docinha por conta da glucose mas ela é necessária devido à consistência. (Não dá ponto se diminuir muito ou retirá-lá).

Bom apetite!

Se quiserem outras receitas da semana peçam aqui que colocaremos também..

Nota de apoio do CAER ao Ato Público pela Imediata Regulação da Publicidade Infantil

Nós, da atual gestão do Centro Acadêmico Emílio Ribas, dos cursos de nutrição e saúde pública da Faculdade de Saúde Pública da USP, viemos por meio desta apoiar integralmente o ato público pela imediata regulação da publicidade infantil. Acreditamos que esta medida é fundamental, atualmente as crianças são colocadas como alvo de toda e qualquer tipo de publicidade, que as torna um público promissor para o mercado do consumo. A regulação desse tipo de publicidade voltada principalmente para crianças deve ser feita com urgência, para que se mantenha a integridade de seus direitos básicos e se preserve a infância.

10 motivos para não expor crianças à publicidade

Mais informações em: http://defesa.alana.org.br/post/37721482535/baixe-a-integra-do-historico-de-tramitacao-do-pl

MANIFESTO A FAVOR DAS COTAS RACIAIS EM SÃO PAULO

Contra o projeto do Governo de São Paulo, que considera negros estudantes de segunda classe;

Em defesa do PL 530/04

São Paulo, 05 de Dezembro de 2012

 

São Paulo é o Estado mais rico da república brasileira. É também o que acolhe a maior população negra do Brasil, com cerca de 14,5 milhões de afro-brasileiros/as, 34,6% da população de 42 milhões de paulistas, segundo o IBGE. Só na Capital são 4 milhões de negros/as.

Segundo todos os indicadores socioeconômicos, negros/as ganham menos para as mesmas funções, padecem das piores condições de vida e estão ausentes dos espaços de poder. Ao mesmo tempo essa população, em especial a juventude, é a principal vítima da política de segurança pública do estado, que encarcera, tortura e mata, em uma absurda proporção que apresenta negros com chances 132% maiores de ser assassinados que uma pessoa não negra (Mapa da Violência 2012 – A cor dos homicídios).

Um dos principais espaços de negação da presença negra e reprodutor de desigualdades raciais é, sem dúvida, o ensino superior brasileiro. A histórica decisão do STF, que declarou a constitucionalidade das ações afirmativas e das cotas raciais, em abril de 2012, sacramentou juridicamente esta posição, ao mesmo tempo em que expos, do alto de sua importância política, esse estado de desigualdade e a necessidade das cotas raciais nas universidades.

Diante da permanente reivindicação por cotas raciais em SP, recebemos como negativa surpresa a proposta de Política de Cotas apresentada pelo Governo do Estado através das declarações do reitor da Unesp, Júlio Cezar Durigan, membro do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), divulgadas em toda imprensa nos últimos dias.

Tal propositura repete um erro da Lei Federal, quando propõe que as cotas para negros incida apenas nos 50% destinado à estudantes de escolas públicas, o que reduz pela metade a justiça de seus números; O mais grave está maquiado na proposta, conforme divulgado pelo folha/UOL em 5/12/12*: “O modelo prevê que esses 50% sejam divididos – 20% das vagas irão para calouros de escolas públicas selecionados para curso superior a distância, preparatório. Os outros 30% seriam preenchidos por meio de ações a serem escolhidas pelas universidades”, que podemos entender da seguinte maneira:

  • Dos 50% de vagas reservadas para estudantes de escolas públicas, 30% serão dirigidas para seleção a partir do critério de cada universidade, obedecendo a lógica do mérito acadêmico, ou seja, haverá uma seleção dos “melhores” estudantes cotistas pré-selecionados para a ocupação direta das vagas;
  • As demais 20% destas 50% de vagas reservadas, serão dirigidas ao “college”, uma espécie de “etapa intermediária” de estudo a distância, de 2 anos, onde os estudantes cotistas com menores notas terão um curso de reforço. Estes seriam promovidos a uma vaga na universidade apenas ao fim deste período “probatório”, caso alcancem média 7 em suas avaliações.

Meritocracia

Cabe lembrar que, como denunciam os movimentos negros há muitos anos e conforme demonstra diversos estudos, reserva de vagas apenas para escolas públicas tende a selecionar os mais “preparados” academicamente destes espaços, e que há uma tendência de a população negra – os mais pobres entre os pobres -, ocupar majoritariamente a faixa destes 20% destinado ao “college”. Ou seja, aos negros será garantido, uma vez mais na história brasileira, o lugar dos “incapazes” ou os de “segunda classe”.

A título de exemplificação da ineficácia deste tipo de medida, desde que a  USP criou, em 2006, o Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp), dirigido a estudantes de escolas públicas, apenas 87 alunos negros foram matriculados em cursos como Medicina, Direito e Engenharia até o vestibular de 2011. O número refere-se a 0,9% dos matriculados nessas carreiras, concorridas e prestigiadas. Ainda segundo o jornal: “no processo seletivo 2012, a Universidade de São Paulo matriculou 28% de alunos vindos de escolas públicas. No ano anterior, esse índice foi de 26% – o que refletiu na inclusão de 2,8% de pretos e 10,6% de pardos, totalizando 1.409 alunos com esse perfil [dentre 10.652 vagas oferecidas naquele ano pela universidade, segundo dados da Fuvest]”. As afirmações mostram que no caso das grandes universidades públicas do estado de São Paulo, políticas afirmativas de caráter mais enérgico são necessárias para mudanças estruturais num curto período de tempo. *

 

 

Preconceituosa e equivocada, a proposta reincide na ideia – matéria vencida no STF, de que estudantes cotistas, defasados que chegam, podem diminuir a qualidade das universidades. Ora, está mais que provado, nesses quase 15 anos de experiência de implementação desta política, que alunos cotistas têm igual ou maior notas quando comparados aos que acessam pelo método tradicional.

Sob o falacioso argumento da meritocracia, as universidades públicas paulistas elaboram sistema seletivo que muito longe de selecionar os melhores alunos, na verdade elege aqueles que gozaram de maior financiamento. Ao contrário do que se faz pensar, esses vestibulares não verificam a capacidade do aluno acompanhar o curso. Em verdade, trata-se de simples processo de eliminação, que considera fundamentalmente o critério econômico. Em resumo, selecionam-se os alunos mais abastados. Grande parte do conteúdo exigido nos vestibulares não é oferecido sequer pelos colégios particulares medianos, menos ainda por escolas públicas. De maneira que estudantes, a medida de suas possibilidades, buscam preparação em Cursinhos para “aprenderem” técnicas para aprovação nas provas. Os resultados são conhecidos: Salvo raras exceções, apenas aqueles que podem ser financiados por um ou vários anos acabam aprovados nesses vestibulares.

 

Ainda quanto a reflexão sobre o papel da “meritocracia” enquanto um “Deus” justificador do acesso aos espaços acadêmicos, observamos a importante contribuição do ministro do STF Marco Aurélio:

“(…) Quanto ao artigo 208, inciso V, há de ser interpretado de modo harmônico com os demais preceitos constitucionais. A Cláusula “segundo a capacidade de cada um” somente pode fazer referência a igualdade plena, considerada a vida pregressa e as oportunidades que a sociedade ofereceu às pessoas. A meritocracia sem ‘igualdade de pontos de partida’ é apenas uma forma velada de aristocracia.

Trecho do voto do ministro do STF Marco Aurélio, sobre constitucionalidade das cotas, em 25 de Abril de 2012.

Autonomia Universitária

Sob a justificativa de respeito a “Autonomia Universitária”, o governo de São Paulo jamais ouviu ou sequer respondeu as tentativas de diálogo junto ao movimento negro e movimentos sociais no sentido de construir políticas de estado que efetivassem o direito do acesso de negros/as às universidades paulistas. A postura abertamente contrária a política de cotas para negros tanto do executivo quanto das reitorias fez de São Paulo o estado da federação mais atrasado no que diz respeito a diminuição das desigualdades raciais. USP, UNESP, UNICAMP e FATEC’s, ao contrário de Universidades Públicas de outros estados, promoveram tímidas – para não dizer nulas – iniciativas no sentido de provocar maior acesso de negros e pobres aos bancos universitários. Pode-se afirmar que, no quesito acesso de negros/as, a “Autonomia Universitária” tem sido utilizada pelas Universidades Públicas Estaduais de SP para manter o privilégio branco. Neste contexto, é importante a lembrança do pronunciamento do STF, quando do julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade nº 51, nos seguintes termos:

Não suponha que a autonomia de que goza a Universidade a coloque acima das leis e independente de qualquer liame com a administração, a ponto de estabelecer-se que na Escolha do Reitor sequer participe o Chefe do Poder Executivo, que é o Chefe da administração pública federal, ou que o Reitor seja elegível, uma ou mais vezes, ou que seja eleito por pessoas a quem a lei não confere essa faculdade.

De resto, na própria Constituição se podem encontrar preceitos que auxiliam a modelar o alcance da autonomia assegurada à Universidade.

[…]

De modo que, por mais larga que seja a autonomia universitária – “didático-científica, administrativa e de gestão financeira patrimonial” –, ela não significa independência em relação à administração pública, soberania em relação ao Estado.

[…]

A autonomia, é de evidência solar, não coloca a Universidade em posição superior à lei. Fora assim e a Universidade não seria autônoma, seria soberana. E no território nacional haveria manchas nas quais a lei não incidiria, porque afastada pela autonomia. (destacamos)

(Supremo Tribunal Federal, ADI nº 51-RJ, Relator  Min. PAULO BROSSARD, Tribunal Pleno, julgado em 25/10/1989, DJ 17-09-1993 PP-18926 EMENT VOL-01717-01 PP-00001).

 

Assim, a instituição do sistema de cotas diretas e sem etapas intermediárias, em nada fere a autonomia universitária; pelo contrário a prestigia, vez que a insere nos limites da ordem constitucional.

Da legitimidade do Movimento Negro e dos Movimentos Sociais

Nós, membros do movimento negro, movimentos sociais, ONGs, artistas e intelectuais há anos reivindicamos uma política séria e consequente que garanta o acesso de negros/as e pobres nas universidades públicas paulistas; Diversos parlamentares, vinculados a diferentes partidos, já apresentaram na ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de SP, projetos de Cotas Raciais; Departamentos internos às universidades, bem como grande parte de suas comunidades acadêmicas já manifestaram apoio à implementação de cotas raciais diretas; Atos Públicos, Seminários, Audiências Públicas e até reuniões oficiais junto a Conselhos Universitários foram promovidas. Tudo no intuito de sensibilizar o Governo Estadual e as Reitorias para a promoção do acesso de negros/as nessas universidades.

Não aceitaremos subterfúgios. Vários estudos apontam que a adoção de COTAS RACIAIS diretas e imediatas é o único meio capaz de mudar o perfil elitista das universidades públicas em curto espaço de tempo. O governo estadual, reitorias e algumas ONGs (que não falam em nome da esmagadora maioria da comunidade negra e dos trabalhadores organizados), não tem legitimidade para formular políticas de ação afirmativa e cotas, sem considerar o histórico de lutas e formulações construídas pelos movimentos sociais nestes anos todos.

Defendemos uma política de ação afirmativa e cotas para negros nas universidades paulistas nos moldes do PL 530/04, que há 8 anos tramita na ALESP, objeto o qual já foi alvo de intensos debates, acordos suprapartidários e audiências públicas, a última realizada em 22 de maio de 2012, quando estiveram presentes, além parlamentares e de movimentos populares, representantes da USP, UNESP e UNICAMP.

E é em nome da justiça, ainda que tardia, no que se refere ao acesso de negros nas Universidades públicas de SP, nós, organizados na Frente Pró Cotas Raciais de SP e solidários, abaixo assinados, EXIGIMOS:

  • Contra a proposta de “cotas maquiadas”, do Governo de São Paulo e Reitorias, que considera negros estudantes de segunda classe;
    ·         Por uma política de estado que efetive cotas raciais nas universidades públicas paulistas, diretas, sem etapas intermediárias e que incida sobre 100% das vagas disponíveis;
    ·         Pela abertura de uma rodada de diálogo entre governo, reitorias e movimento negros e movimentos sociais que realmente representam a sociedade civil organizada. A construção das políticas de cotas deve ser em conjunto com a sociedade civil e os grupos diretamente interessados!
    ·         Pela defesa do PL 530/04, em trâmite na ALESP há mais de 8 anos;

 

* Fonte Folha/Uol: (http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1196132-alckmin-deve-aprovar-proposta-de-adocao-de-cotas-por-universidades-de-sp.shtml

**Fonte estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,em-5-anos-cursos-de-ponta-da-usp-so-matricularam-87-alunos-negros,881307,0.htm