#EuNãoMereçoSerEstuprada

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Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) tem trazido à tona uma realidade antiga, ele mostra como a violência contra a mulher é tolerada no Brasil. A maioria dos entrevistados considera que merecem ser atacadas aquelas que usam roupas que revelam o corpo. Também é maioria o grupo que acredita que, “se a mulher soubesse se comportar”, os casos de estupro seriam menores.

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A violência sexual é vista como uma “correção”. Se você sai sozinha, se sai à noite, se usa roupas provocantes, se não segue os padrões heteronormativos, o estuprador está fazendo o seu “papel de homem” e te “ensinando a ser mulher”. Esse pensamento doentio é propagado diariamente na nossa sociedade.

A sociedade machista e patriarcal ensina as mulheres, desde o nascimento delas, como elas devem se vestir e se comportar para não serem violentadas, ao invés de ensinar aos homens que eles têm o dever de respeitar todas as mulheres. A nossa sociedade ensina que as vítimas são as culpadas, mas a culpa nunca é da vítima. Enquanto os culpados forem isentos de seus crimes e as vitimas serem responsabilizadas, a nossa sociedade não ira mudar.

Um exemplo dessa sociedade que culpabiliza a vitima são os recentes casos de abusos sexuais nos transportes públicos de São Paulo. Esses casos sempre aconteceram, mas devido à repercussão de um caso pela mídia, as denuncias estão se tornando mais frequentes. Apesar das mulheres terem sido as vitimas, não é raro ver comentários sobre esses casos que colocam a culpa nas vitimas e ainda colocam os homens coitados, pois eles “não conseguem aguentar”.

Por isso, você mulher, saiba que nunca a culpa é sua, você é e sempre será a vitima, independente das circunstâncias. Se isso acontecer, denuncie, não se cale, somente com enfrentamento a nossa realidade diária pode ser mudada.

Texto e foto de Camila Evangelista, estudante de Nutrição e Coordenadora de Formação Política do Centro Acadêmico Emílio Ribas

 


 

 

Acesse o estudo ‘Estupro no Brasil: uma radiografia segundo os dados da Saúde: http://goo.gl/t3Q3mz

#NãoMereçoSerEstuprada #NinguémMereceSerEstrupada

EACH NA FSP: O QUE ISSO TEM VER COM VOCÊ?

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ATUALIZAÇÃO: 21/03/2014 – 23h47

O Centro Acadêmico Emílio Ribas participou da Assembleia dos Estudantes da EACH realizada nesta sexta-feira na Faculdade de Saúde Pública, sendo prevista das 18 às 22 horas.

A sala Paula Souza ficou pequena para as mais de 300 pessoas que compareceram à assembleia de hoje, dentre elas estudantes de Ciências da Atividade, Gestão de Políticas Públicas, Marketing, Obstetrícia, Têxtil e Moda, etc e membros da Comissão da Graduação da EACH. Nela foram discutidas as questões das voltas às aulas da EACH, possível realocação, o “Plano B” emitido na quinta-feira às 16h nas grandes mídias, rumo do campus EACH, propostas dos estudantes, votações etc

Não possuímos pareceres oficiais dos Centro Acadêmicos ou outras instituições/entidades, porém durante a Assembleia alguns critérios para uma possível realocação das aulas dos cursos das EACH foram reafirmados e votados:
– manutenção das aulas na zona leste;
não separação dos cursos entre si;
– local com condições salubres;
– etc.

Ressaltamos que estas questões vão muito além da retomada das aulas, durante a Assembleia muitos relembraram que o campus nunca foi de grande aprovação pelos reitor e diretores, anteriores e atuais.
Seria coincidência que alguns de seus cursos tenham sofrido ultimamente ameaça de deixarem de existirem, como a Obstetrícia?
A marginalização dos cursos, do campus e da região sempre foram gritantes, porém, felizmente, a maioria dos estudantes estão unidos a favor dos interesses coletivos, lutando pela volta às aulas, sim, mas no campus que tantos idealizaram, todos os cursos unidos para manterem sua força e terem seus primeiros anos comuns possíveis. E em uma região que diariamente sofre exclusão e discriminação, levando, assim, a educação superior e de qualidade a regiões mais afastadas.

Alguns estudantes propuseram as aulas na Cidade Universitária, em Pinheiros e outras em regiões, outros eram favoráveis ao cancelamento do semestre. A maioria decidiu, em votação, a manter os critérios da Assembleia anterior e retomá-los, sobretudo para manterem-se unidos e, assim, mais fortes para lutarem pela EACH na USP Leste perante a essa ameaça iminente de separação, fechamento de futuras vagas para seus cursos e “morte” do campus. Segue a fala de um estudante: “De que adianta um diploma de uma faculdade que não existe mais?”.

Resumindo…
Portanto, as aulas dos nossos colegas não começarão segunda-feira(24/03/2014), tampouco serão no campus Pinheiros (incluindo FSP). Há previsão de um ato terça-feira.

Apoiamos a EACH e estamos nesta luta, somos todos USP!

ATUALIZAÇÃO: 23/03/2014 – 01h09

Divulgamos a ata redigida pelo estudante de obstetrícia Vinícius Becker de Souza:
Ata assembleia estudantes EACH 22mar2014

Texto e foto por Nicole Reis.

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Olá pessoal, como todos sabem, o campus da USP Leste está interditado por fatores ambientais e, por causa disto, a faculdade foi fechada e o começo das aulas adiado até segunda ordem. Primeiro, a reitoria disse que as aulas voltariam no dia 10 de março, mas nada aconteceu, e agora nos foi dito que as aulas voltam no dia 24 de março (segunda-feira)…e daí que entra você nessa história.

Como o campus da USP Leste ainda está interditado, a reitora resolveu dividir os cursos por diversas faculdades, da USP ou não, e a FSP entra nessa história, junto com a FM, EE e POLI.
Nós do CAER, desde o começo, nos posicionamos a favor da luta dos estudantes da EACH, mas também precisamos saber da sua opinião e de suas ideias. Por isso, nós gostaríamos de ouvir de você, estudante da FSP:

O QUE VOCÊ ACHA DA VINDA DOS ESTUDANTES DA EACH PARA A FSP?

Fizemos um questionário online para ser respondido anonimamente. Não deixe de participar e contribuir para a melhoria de nossa faculdade e para o melhor acolhimento dos estudantes da EACH.

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Também, convidamos a todos a virem hoje, às 18h, na Assembleia dos Estudantes da EACH, para ficar por cima do que está acontecendo em nossa universidade.

Fontes:
http://www.usp.br/imprensa/?p=37856
http://each.uspnet.usp.br/site/conteudo-imprensa-noticia.php?noticia=1752
http://www.estadao.com.br/noticias/vida,aulas-da-usp-leste-vao-para-campus-saude-e-instituicao-particular,1143091,0.htm

OMS projeta novas recomendações sobre consumo de açúcar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está preparando uma nova recomendação sobre os limites do consumo diário de açúcar. A indicação atual, de 10% do valor total de energia, deve ser mantida. Entretanto, o futuro documento pretende mostrar os benefícios de se consumir menos da metade do total.

Segundo a agência da O N U, 5% do valor energético diário consumido por uma pessoa correspondem a 25g de açúcar, ou seis colheres de chá. A cartilha da instituição busca reduzir problemas de saúde como obesidade e cáries. Segundo a agência, os limites do consumo de açúcar serão aplicados para produtos com glucose e frutose, como açúcar de mesa, mel, xaropes, sucos de frutas e concentrados.

A OMS alerta ainda que boa parte do açúcar consumido pelas pessoas está “escondido” em alimentos processados. Uma colher de ketchup, por exemplo, tem o equivalente a uma colher de chá de açúcar, e uma lata de refrigerante comum tem até 40g de açúcar, ou 10 colheres de chá.

O esboço da proposta está aberto para consultas públicas até o final deste mês. Qualquer pessoa ou especialista pode enviar à agência seus comentários sobre o documento. A última vez que a OMS lançou diretrizes sobre o consumo diário de açúcar foi em 2002.

Quando ficar pronto, o relatório poderá ser utilizado como referência para avaliar o consumo de açúcares e por políticas e programas de saúde que visem reduzir a ingestão do produto.

CONFERÊNCIA

Nos dias 23 e 24 de março, a Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos (AACE) e a American College of Endocrinology (ACE), o braço educacional da associação de endocrinologistas, irão realizar uma Conferência de Consenso sobre a Obesidade.

Em 2011, a AACE declarou a obesidade como doença. Em 2013, foi a vez da Associação Médica Americana considerar a obesidade como doença, marcando o momento como crucial na batalha por restringir e reduzir as taxas de obesidade. O que se pergunta agora é: qual o próximo passo?

A intenção da AACE e da ACE é construir uma base de evidências de ação integral para enfrentar o problema. A conferência reunirá as principais pesquisas, informações e opiniões de todos os principais atores envolvidos na questão da obesidade. São eles: representantes da comunidade médica, especialistas em saúde pública, formuladores de políticas do governo, empresas de cuidados para a saúde, áreas de pesquisa médica e as comunidades educativas, além de sociedades médicas afins e associações, empresas farmacêuticas e outros.  

 

Fonte: RÁDIO ONU

 

 

Edital de Convocação para RDs DA PÓS-GRADUAÇÃO DA FSP/USP – 2014/2015

A representação discente da pós graduação 2013/2014, juntamente com o Centro Acadêmico Emílio Ribas (CAER), torna pública a abertura do EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÃO PARA REPRESENTANTES DISCENTES DA PÓS-GRADUAÇÃO DA FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA/USP 2014/2015.

Acesse o edital:
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÃO PARA REPRESENTANTES DISCENTES DA PÓS 2014

Obs.:
RDs: Representantes Discentes

Dia Internacional da Mulher: comemorar o quê?

Texto de Janethe Fontes.

Vou iniciar esse texto dizendo que não temos o que comemorar neste dia, temos ainda muita luta pela frente. O ano de 2013 foi marcado pelo conservadorismo. Vários setores que representam as minorias tiveram que se mobilizar muito, mas muito mesmo, para não perder direitos que já estavam garantidos na Constituição.

O ano de 2013 também foi marcado pela divulgação de estatísticas assustadoras. Segundo apontamentos, há três anos, o Brasil ocupa a 7ª posição na listagem dos países com maior número de homicídios femininos.

Já em relação ao mercado de trabalho, não houve quase nenhuma mudança. A mulher continua ganhando um salário menor que o homem, continua sendo uma mão de obra barata, “dócil”, instruída (afinal, conforme pesquisas, mulheres têm mais anos de estudos que os homens) e de autoestima reduzida por uma cultura misógina, que lucra muito pregando inseguranças às mulheres (a ‘ditadura da beleza’ instituiu dois grandes medos para dominar o público feminino: o medo de envelhecer e de engordar, e isso gera altos lucros às ‘indústrias da beleza’). Além da dupla jornada de trabalho, já que a maioria das mulheres continua trabalhando fora e em casa.

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Temos ainda que derrubar vários mitos que nos impuseram ao longo do tempo, mitos esses que em nada nos “engradecem ou privilegiam”, ao contrário, nos colocam em uma posição que nos torna subordinadas as tradições patriarcais. É costume ver nas redes, em datas como essa, uma enxurrada de mensagens com fotos de flores e asneiras que parecem “elogiar” as mulheres, mas que, ao contrário disso, só ressaltam expectativas machistas.

Não, a mulher não é um ser com superpoderes!! E querer bancar a supermulher pode ser muito prejudicial à saúde. Esse negócio de achar que “mulher de verdade” é aquela que trabalha fora, em casa e ainda está sempre linda, elegante e ‘feliz’ é ridículo! Mas, pior do que isso, é uma forma de menosprezar as habilidades intelectuais das mulheres e ainda submetê-las a um quadro de violência psicológica e física, já que insinua que devem alterar/mutilar os seus corpos para terem realização pessoal e serem vencedoras.

Não, a mulher não é um “Bombril” com mil e uma utilidades! Não tem que dar conta de tudo sozinha. De maneira alguma! A divisão doméstica e os cuidados com os crianças, idosos e doentes tem que ser feita de forma igual. Há inúmeras afirmações de que as mulheres têm “habilidades naturais” com a casa e com as crianças que os homens não têm (coitadinho deles, né?), afirmações tendenciosas de que “os homens tem outro ritmo”, sugerindo, assim, que os maridos não devem ser importunados quando chegam do trabalho, porque eles merecem descanso, enquanto as mulheres, mesmo cansadas, depois de um longo e exaustivo dia de trabalho, têm de dar um jeito de resolver praticamente todos os problemas da casa, dar de conta de todas as tarefas domésticas! O máximo que cabe aos homens é “ajudar” a mulherada nessas tarefas. Não. Lógico que não!

É preciso romper ainda com outros mitos que até hoje são popularmente repetidos aos montes. Afinal, quem nunca ouviu as seguintes frases: “mulher não se veste para o homem, mas sim para outras mulheres”; “mulher não é amiga de mulher”; “mulher tem que se dar o valor”; “mulher é compulsiva para gastar dinheiro”; “toda mulher é invejosa e fofoqueira”; “toda mulher adora sapatos”; “mulher dirige mal porque tem noção espacial menor que a do homem”; “a mulher é frágil e delicada por natureza”; etc. Há algumas outras inverdades que eu sequer ousaria mencionar aqui, de tão absurdas.

Enfim, temos uma batalha muito grande pela frente nas mudanças dessas, de outras tantas situações e também na desconstrução dessas diversidades de mitos que nos abatem diariamente, nos inferiorizam, nos tiram a autonomia e nos limitam a papéis de dependência dentro da sociedade.

Por isso tudo, amigas e amigos, no próximo dia 08 de março, não mandem essas mensagens com bobagens para suas amigas, namoradas ou mães, mas sim ajudem na desconstrução de mitos e na conquista pela igualdade de direitos!

 

Fonte: Blogueiras Feministas