OMS projeta novas recomendações sobre consumo de açúcar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está preparando uma nova recomendação sobre os limites do consumo diário de açúcar. A indicação atual, de 10% do valor total de energia, deve ser mantida. Entretanto, o futuro documento pretende mostrar os benefícios de se consumir menos da metade do total.

Segundo a agência da O N U, 5% do valor energético diário consumido por uma pessoa correspondem a 25g de açúcar, ou seis colheres de chá. A cartilha da instituição busca reduzir problemas de saúde como obesidade e cáries. Segundo a agência, os limites do consumo de açúcar serão aplicados para produtos com glucose e frutose, como açúcar de mesa, mel, xaropes, sucos de frutas e concentrados.

A OMS alerta ainda que boa parte do açúcar consumido pelas pessoas está “escondido” em alimentos processados. Uma colher de ketchup, por exemplo, tem o equivalente a uma colher de chá de açúcar, e uma lata de refrigerante comum tem até 40g de açúcar, ou 10 colheres de chá.

O esboço da proposta está aberto para consultas públicas até o final deste mês. Qualquer pessoa ou especialista pode enviar à agência seus comentários sobre o documento. A última vez que a OMS lançou diretrizes sobre o consumo diário de açúcar foi em 2002.

Quando ficar pronto, o relatório poderá ser utilizado como referência para avaliar o consumo de açúcares e por políticas e programas de saúde que visem reduzir a ingestão do produto.

CONFERÊNCIA

Nos dias 23 e 24 de março, a Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos (AACE) e a American College of Endocrinology (ACE), o braço educacional da associação de endocrinologistas, irão realizar uma Conferência de Consenso sobre a Obesidade.

Em 2011, a AACE declarou a obesidade como doença. Em 2013, foi a vez da Associação Médica Americana considerar a obesidade como doença, marcando o momento como crucial na batalha por restringir e reduzir as taxas de obesidade. O que se pergunta agora é: qual o próximo passo?

A intenção da AACE e da ACE é construir uma base de evidências de ação integral para enfrentar o problema. A conferência reunirá as principais pesquisas, informações e opiniões de todos os principais atores envolvidos na questão da obesidade. São eles: representantes da comunidade médica, especialistas em saúde pública, formuladores de políticas do governo, empresas de cuidados para a saúde, áreas de pesquisa médica e as comunidades educativas, além de sociedades médicas afins e associações, empresas farmacêuticas e outros.  

 

Fonte: RÁDIO ONU

 

 

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