EACH NA FSP: O QUE ISSO TEM VER COM VOCÊ?

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ATUALIZAÇÃO: 21/03/2014 – 23h47

O Centro Acadêmico Emílio Ribas participou da Assembleia dos Estudantes da EACH realizada nesta sexta-feira na Faculdade de Saúde Pública, sendo prevista das 18 às 22 horas.

A sala Paula Souza ficou pequena para as mais de 300 pessoas que compareceram à assembleia de hoje, dentre elas estudantes de Ciências da Atividade, Gestão de Políticas Públicas, Marketing, Obstetrícia, Têxtil e Moda, etc e membros da Comissão da Graduação da EACH. Nela foram discutidas as questões das voltas às aulas da EACH, possível realocação, o “Plano B” emitido na quinta-feira às 16h nas grandes mídias, rumo do campus EACH, propostas dos estudantes, votações etc

Não possuímos pareceres oficiais dos Centro Acadêmicos ou outras instituições/entidades, porém durante a Assembleia alguns critérios para uma possível realocação das aulas dos cursos das EACH foram reafirmados e votados:
– manutenção das aulas na zona leste;
não separação dos cursos entre si;
– local com condições salubres;
– etc.

Ressaltamos que estas questões vão muito além da retomada das aulas, durante a Assembleia muitos relembraram que o campus nunca foi de grande aprovação pelos reitor e diretores, anteriores e atuais.
Seria coincidência que alguns de seus cursos tenham sofrido ultimamente ameaça de deixarem de existirem, como a Obstetrícia?
A marginalização dos cursos, do campus e da região sempre foram gritantes, porém, felizmente, a maioria dos estudantes estão unidos a favor dos interesses coletivos, lutando pela volta às aulas, sim, mas no campus que tantos idealizaram, todos os cursos unidos para manterem sua força e terem seus primeiros anos comuns possíveis. E em uma região que diariamente sofre exclusão e discriminação, levando, assim, a educação superior e de qualidade a regiões mais afastadas.

Alguns estudantes propuseram as aulas na Cidade Universitária, em Pinheiros e outras em regiões, outros eram favoráveis ao cancelamento do semestre. A maioria decidiu, em votação, a manter os critérios da Assembleia anterior e retomá-los, sobretudo para manterem-se unidos e, assim, mais fortes para lutarem pela EACH na USP Leste perante a essa ameaça iminente de separação, fechamento de futuras vagas para seus cursos e “morte” do campus. Segue a fala de um estudante: “De que adianta um diploma de uma faculdade que não existe mais?”.

Resumindo…
Portanto, as aulas dos nossos colegas não começarão segunda-feira(24/03/2014), tampouco serão no campus Pinheiros (incluindo FSP). Há previsão de um ato terça-feira.

Apoiamos a EACH e estamos nesta luta, somos todos USP!

ATUALIZAÇÃO: 23/03/2014 – 01h09

Divulgamos a ata redigida pelo estudante de obstetrícia Vinícius Becker de Souza:
Ata assembleia estudantes EACH 22mar2014

Texto e foto por Nicole Reis.

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Olá pessoal, como todos sabem, o campus da USP Leste está interditado por fatores ambientais e, por causa disto, a faculdade foi fechada e o começo das aulas adiado até segunda ordem. Primeiro, a reitoria disse que as aulas voltariam no dia 10 de março, mas nada aconteceu, e agora nos foi dito que as aulas voltam no dia 24 de março (segunda-feira)…e daí que entra você nessa história.

Como o campus da USP Leste ainda está interditado, a reitora resolveu dividir os cursos por diversas faculdades, da USP ou não, e a FSP entra nessa história, junto com a FM, EE e POLI.
Nós do CAER, desde o começo, nos posicionamos a favor da luta dos estudantes da EACH, mas também precisamos saber da sua opinião e de suas ideias. Por isso, nós gostaríamos de ouvir de você, estudante da FSP:

O QUE VOCÊ ACHA DA VINDA DOS ESTUDANTES DA EACH PARA A FSP?

Fizemos um questionário online para ser respondido anonimamente. Não deixe de participar e contribuir para a melhoria de nossa faculdade e para o melhor acolhimento dos estudantes da EACH.

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Também, convidamos a todos a virem hoje, às 18h, na Assembleia dos Estudantes da EACH, para ficar por cima do que está acontecendo em nossa universidade.

Fontes:
http://www.usp.br/imprensa/?p=37856
http://each.uspnet.usp.br/site/conteudo-imprensa-noticia.php?noticia=1752
http://www.estadao.com.br/noticias/vida,aulas-da-usp-leste-vao-para-campus-saude-e-instituicao-particular,1143091,0.htm

Exemplo de mobilização da UNESP deve inspirar xs estudantes da USP para os desafios do próximo período

A (Universidade Estadual Paulista) UNESP possui 24 campi espalhados pelo estado de São Paulo, e muitos deles são os chamados “experimentais”, que convivem com realidades de extrema precarização, em alguns deles essa situação já se arrasta por cerca de 10 anos, seg

undo relato dos estudantes.
Tanto descaso resultou em uma ocupação de cerca de 300 alunos dos mais diversos campi da UNESP na reitoria da universidade, a princípio a idéia era fazer um ato em frente ao local, porém a situação de greve há dois meses sem que nada fosse feito, fez com que as pessoas ali presentes radicalizassem e ocupassem o espaço. Uma oportunidade de se fazer ouvir as vozes roucas dos estudantes cansados de gritar estava colocada, e eles não recuaram.
Esse movimento espontâneo reflete a indignação que hoje vemos na juventude que vai as ruas sem medo de lutar, a juventude sem oportunidades, disposta a brigar por seus direitos.
As principais pautas eram a questão da permanência, que inclui ampliação da moradia estudantil e restaurante universitário em todos os campi, bolsa auxílio para estudantes de nível socioeconômico mais baixo e que não tem como se manter na universidade sem trabalhar; e de maneira secundária, mas também importante, a questão do PIMESP (Projeto de Inclusão por Mérito nas Estaduais Paulistas), que foi elaborado e aprovado de maneira extremamente antidemocrática, e que irá afastar ainda mais os alunos de renda mais baixa das universidades públicas, o que representa um grande retrocesso na construção de uma universidade com acesso amplo e democrático.
Foi feita uma reunião com representantes dos alunos e com a vice-reitora da UNESP, a qual veio direto do campus de Botucatu para conversar com os manifestantes, um grande sinal de que a ocupação foi um processo legítimo de reivindicação, que forçou a reitoria a ouvir as demandas que estão sendo colocadas há dois meses, desde que se iniciou a greve.
Embora as pautas fossem permanência e NÃO ao PIMESP, o que pudemos perceber foi que, todas as reivindicações caminharam para uma conclusão: as demandas dos discentes muitas vezes são secundarizadas por não haver uma estrutura de poder dentro da universidade que dê voz ao estudante. Em geral as universidades públicas do estado de São Paulo têm suas organizações fundadas em sistemas burocráticos e pouco funcionais, que ao invés de promover a aproximação de professores, funcionários e estudantes, os setores que a compõem e constroem a universidade , tornando os espaços de decisão da universidade fechados e nada democráticos.

Nesse sentido, nos da USP seguimos alinhados com as mobilizações dos estudantes da UNESP, no próximo semestre teremos eleições para a reitoria da USP, e é sabido que a maioria da comunidade universitária tem pouquíssima participação, por isso, iremos nos preparar para exigir eleições diretas para reitor e por maior participação dos estudantes nos espaços de decisão. Vamos construir uma universidade ampla e democrática para todos!

UNESP Marília em greve.

UNESP Marília em greve.

Nota do Conselho de Centros Acadêmicos da USP em repúdio ao Machismo dentro da Universidade e do Movimento Estudantil

Aconteceu, nesta última quinta-feira (02 de maio de 2013) no Auditório da Geografia da

Foto da blogueira Lola (http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/) no Ato-público "Machismo nunca mais!".

Foto da blogueira Lola (http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/) no Ato-público “Machismo nunca mais!”.

FFLCH/USP, um Ato-Público contra o machismo que contou com a presença de figuras importantes, como a blogueira Lola, e cerca de 300 estudantes, reforçando a importância da luta contra as opressões e contra a discriminação das mulheres; repudiando diversos casos de machismo que têm acontecido por toda a universidade.

Hoje, diversos coletivos feministas da USP têm se organizando em busca de travar uma batalha contra o machismo dentro da universidade e construir uma alternativa de resistência em defesa da legitimação do espaço das mulheres dentro e fora da USP. O DCE-Livre da USP e o conjunto dos Centros Acadêmicos toma essa como também uma luta sua.

No período recente, inúmeros casos bastante graves têm acontecido na USP. No início de 2013, presenciamos o Miss Bixete em São Carlos, evento que é promovido anualmente pelo GAP (Grupo de Apoio à Putaria) e que coagiu e humilhou mulheres que mais uma vez se manifestavam contra a atividade. Posteriormente, foi realizado o IntegraPoli na capital, gincana estudantil que neste ano tinha atividades que naturalizavam ações opressoras, como simular ejaculação em mulheres ou atirar elásticos em calouras de biquíni. E, agora, nos deparamos com um caso de ainda maior gravidade: uma denúncia de violência e estupro a uma mulher estudante da USP em Lorena, no espaço de uma república estudantil.

O Movimento Estudantil também não está imune ao machismo. Constantemente vemos agressões a mulheres que ocupam espaços públicos e aos coletivos que visam combater o machismo, como a Frente Feminista da USP e diversos coletivos. Em particular, na última assembleia geral de estudantes da USP, chegou-se à situação limite da agressão e da violência a diretoras do DCE que, anteriormente, já vinham sendo coagidas em sua atuação política simplesmente por serem mulheres protagonistas da construção do ME. Uma situação inadmissível e que foi respondida, em nota, tanto pela Frente Feminista da USP (http://tinyurl.com/bsshakd) como pelo DCE-Livre da USP (http://tinyurl.com/c5flfvs), assim como por diversos Centros Acadêmicos.

Os Centros Acadêmicos que assinam esta nota e o DCE-Livre da USP repudiam de maneira veemente esses casos de machismo na Universidade. Não aceitaremos o machismo na USP. Não aceitaremos o machismo no movimento estudantil. Em nossa luta pela democratização da universidade, as mulheres seguirão desempenhando um papel protagonista e jamais será admitido o constrangimento de sua atuação política e, muito menos, a agressão moral e física.

O machismo ainda está presente no nosso cotidiano. Para combatê-lo, é necessário que as mulheres se auto-organizem em coletivos por toda a universidade, que o conjunto d@s estudantes se apropriem deste debate e que exijam da reitoria uma resposta contundente para que estes casos deixem de existir, atendendo às reivindicações históricas do movimento de mulheres e se responsabilizando pelos casos que acontecem dentro da USP.

Reiteramos a conivência da reitoria de Rodas com o machismo ao ignorar as necessidades específicas das mulheres estudantes. Os casos de violência seguem crescendo na universidade e os dados são conscientemente escondidos da comunidade universitária. A existência de apenas um bloco de moradia destinado às mulheres que são mães obriga muitas estudantes a desistirem do curso, assim como a falta de creche para as crianças. Em nossa universidade, exigimos da reitoria medidas de segurança efetivas que não são garantidas com a presença da Policia Militar em nosso campus, como a efetivação do aumento da iluminação, a criação de um efetivo feminino da guarda universitária especializado em assistência as mulheres e investimento em assistência estudantil específico para mulheres estudantes que signifiquem mais creches e moradia especial para as mães. Soma-se a isso a negligência da Universidade em atender as estudantes vitimas de estupro e a falta de assistência a estudantes grávidas que não tem seus direitos garantidos – não podem ser atendidas no HU e também são convidadas a se retirar de sua moradia.

Em busca de fortalecer a luta feminista em toda Universidade, o Conselho de Centros Acadêmicos delibera pela construção do II Encontro de Mulheres Estudantes da USP no segundo semestre deste ano e convida a todos os coletivos e estudantes a se incorporarem nessa construção. Pautado na realidade vivida hoje por tantas estudantes e frente aos acontecimentos absurdos que temos visto na universidade e no movimento estudantil, fortaleceremos nossa luta.
MACHISMO NUNCA MAIS!

Conselho de Centros Acadêmicos da USP
Diretório Central dos Estudantes Livre da USP “Alexandre Vannucchi Leme”

CAMAT – Centro Acadêmico da Matemática (Matemática, Ciência da Computação e Estatística)
CAER – Centro Acadêmico Emílio Ribas (Nutrição e Saúde Pública)
CEQHR – Centro de Estudos Químicos Heinrich Reinboldt (Química)
CAFB – Centro Acadêmico de Farmácia e Bioquímica
CAF – Centro Acadêmico de Filosofia Professor João Cruz Costa
CABio – Centro Acadêmico da Biologia
SAPA – Secretaria Acadêmica Pró-Ambiental (Engenharia Ambiental – USP São Carlos)
DADA – Diretório Acadêmico Dante Alighieri (USP Lorena)
CAHIS – Centro Acadêmico da História
Centro Acadêmico XXXI de Outubro – (Enfermagem São Paulo)
CePEGe – Centro Paulista de Estudos Geológicos (Geologia)
CAASO – Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (C.A. do Campus da USP São Carlos)
CeUPES – Centro Universitário de Pesquisa em Estudos Sociais Isis Dias de Oliveira (Ciências Sociais)
CeGE – Centro de Estudos Geográficos Capistrano de Abreu (Geografia)
CARB – Centro Acadêmico Ruy Barbosa (Educação Física São Paulo)
CARL – Centro Acadêmico Rocha Lima (Medicina Ribeirão Preto)
GUIMA – Centro Acadêmico Guimarães Rosa (Relações Internacionais)

Calourada contará com ato contra a criminalização do movimento estudantil e por democracia na USP

Recentemente, os estudantes da USP e de todo Brasil foram surpreendidos com uma notícia absurda: o Ministério Público de São Paulo acusa 72 estudantes da universidade, detidos durante a violenta reintegração de posse do prédio da reitoria em 2011, por danos ao patrimônio público, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. Em declarações à imprensa, a promotora Eliana Passarelli chegou a se referir aos estudantes como “bandidos”, afirmando que eles “associaram-se em quadrilha para o fim de cometer crimes”.

A USP é hoje uma das universidades mais antidemocráticas do país. Há três anos, o reitor Rodas ganha destaque nas páginas da imprensa com suas medidas autoritárias. Agora, é aberto espaço para que os estudantes da USP sejam diretamente criminalizados, em um ataque ao movimento estudantil e aos movimentos sociais de todo Brasil, que possuem o direito democrático de livre expressão e manifestação.

Mas lutar por democracia na universidade não é crime! Pelo contrário, essa será uma luta cada vez mais necessária em 2013, ano em que acontecerão novas eleições para reitor dentro da USP. Diante da absurda denúncia do Ministério Público, devemos, cada vez mais, defender a liberdade de pensamento e a legitimidade da manifestação política dentro e fora da universidade.

Tendo isso em vista, o DCE-Livre da USP organizará, na Calourada Unificada de 2013, um ato-público contra a criminalização do movimento estudantil e por democracia na USP. O espaço acontecerá às 19h, após a aula apresentada pelo professor Vladimir Safatle, e contará com a presença de inúmeros intelectuais, parlamentares, movimento sociais, sindicatos e ativistas que serão divulgados em breve. Fazemos, sobretudo, um amplo chamado a todos os estudantes da USP, calouros e veteranos, para que estejam presentes nessa grande manifestação democrática do movimento estudantil em defesa da liberdade de manifestação. Logo em seguida, acontecerá o show da Calourada Unificada 2013, no Velódromo do CEPE-USP, com a presença da cantora Tulipa Ruiz e muitos outros.

Não haverá democracia na USP enquanto 72 estudantes forem acusados por formação de quadrilha. A justiça de São Paulo deve arquivar imediatamente essa denúncia inconstitucional. Participe do ato-público na calourada unificada de 2013, dia 27/02!

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Assine: http://www.avaaz.org/po/petition/Pela_retirada_imediata_da_denuncia_do_MP_aos_72_estudantes_da_USP_por_formacao_de_quadrilha/

Detalhes sobre a calourada:

https://www.facebook.com/events/499768330069440/

A reitoria da USP não pode impedir a realização do show da Calourada 2013!

Há décadas, o movimento estudantil da USP organiza, de maneira autônoma, a recepção dos calouros à universidade. A chamada Calourada Unificada é construída pelo DCE, em conjunto com os Centros Acadêmicos, e reúne milhares de estudantes de toda a USP para um dia de debates, confraternização e festa.

E assim será também em 2013. Em janeiro, duas reuniões para a organização da calourada foram realizadas, reunindo quase 20 Centros Acadêmicos, de diversas unidades (FFLCH, FEA, Química, FSP, Direito e muitas outras), deliberando por uma programação especial para a recepção dos calouros. Nas várias mesas de debate, já estão confirmados nomes de relevância na comunidade USP — como o jurista Jorge Luiz Souto Maior e os filósofos Vladimir Safatle e Paulo Arantes —, assim como figuras de destaque para fora da universidade, como o Deputado Estadual Carlos Giannazi e o cartunista Carlos Latuff.

A calourada se encerra com a realização de um show, que reúne estudantes de toda USP para confraternizar o ingresso à universidade e terá a presença da artista Tulipa Ruiz. Esse ano o show terá uma importância ainda maior: em 2013, são completos 40 anos da morte de Alexandre Vannucchi Leme, estudante morto pela ditadura militar, que dá nome ao DCE-Livre e que necessita ter sempre a memória viva entre nós. Ao mesmo tempo, no dia 27/02 (o dia da calourada), será completo 1 mês da tragédia de Santa Maria, que tirou a vida de centenas de estudantes e que sensibilizou todo o país. Queremos que a calourada unificada deste ano, com seus debates, seu show, sua política e confraternização, seja também uma profunda manifestação de homenagem a todos os estudantes, tanto a Vannucchi Leme, que perdeu sua vida há tantos anos, quanto às vítimas da catástrofe acontecida no Rio Grande do Sul e a seus familiares.

Há três semanas, o DCE tem apresentado um projeto para a realização do evento e não obtém respostas positivas. No projeto, ressaltamos duas preocupações centrais: primeiramente, a realização de um evento que receba bem os calouros, com a devida infraestrutura e boas atrações musicais; e, ao mesmo tempo, a garantia da segurança de todos e o respeito às normas para a realização de um evento desse porte, seguindo todas as recomendações que a universidade utiliza e prevendo, para isso, o controle do número de pessoas no local do evento, o horário de realização, a contratação de equipes de limpeza, segurança, ambulâncias etc..

Há mais de uma semana, já conseguimos a reserva do local para a realização do show — o Velódromo, no Centro de Práticas Esportivas da USP. Para nossa surpresa, no entanto, mesmo tendo atendido, como dito, todas as normas para a realização desse tipo de evento dentro da universidade, a autorização para sua realização, bem como o auxílio para a contratação dos serviços necessários para garantia de sua segurança, ainda não foram concedidos pela reitoria da universidade.

Tal postura é lamentável ainda mais com a proximidade da tragédia em Santa Maria, em que a festa, que reunia muitos estudantes, ocorreu em um ambiente externo à Universidade Federal, e deixou clara a necessidade de que as universidades do Brasil possam receber, dentro de seus próprios espaços e garantindo a devida segurança, os eventos estudantis. Essa é a disposição do DCE-Livre e dos Centros Acadêmicos da USP que estão construindo a Calourada Unificada 2013, e esperamos que seja a disposição da reitoria da universidade.

O DCE seguirá pressionando a universidade para a realização do show da calourada de 2013. Ao mesmo tempo, deixamos claro: não será o sim ou o não da reitoria o que determinará a realização da calourada. O movimento estudantil da USP está comprometido com a realização deste evento de recepção aos calouros, que acontecerá no dia 27/02, quarta-feira. As mesas de debate e os convidados já estão confirmados. O local do show, no nosso entendimento, também já está definido: o Velódromo do CEPE-USP. Não vamos admitir que a reitoria vete essa iniciativa, em mais uma demonstração da falta de democracia na universidade, deixando os estudantes sem o apoio institucional que se espera da universidade para um evento dessa importância.

 

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Evento no face:Show da calourada 2013

 

 

 

 

 

 

Fonte: DCE-livre da USP

FSP USP levará o número máximo de delegados para o XI Congresso!

Em agosto desse ano, entre os dias 24 e 26,  acontecerá o XI Congresso, o maior fórum do movimento estudantil, que tem como tema principal a democratização da USP. Como vemos há algum tempo, a estrutura de poder ultrapassada da nossa universidade, representada pela elite da sociedade, não representa a maioria das pessoas que utilizam a USP, estudantes, professores, funcionários e comunidade.
Vemos que essa forma arcaica de estrutura deu poder para o atual reitor, João Grandino Rodas, fazer o que bem entender na sua gestão. Entre as suas atrocidades, temos a construção de obras faraônicas fora dos campi da USP, em locais super valorizados de São Paulo ao invés de investir na estrutura de prédios como o da Letras, que necessita de reformas, ou ainda construir um centro de convenções internacionais, sem antes pensar que o curso de Relações Internacionais da USP não tem um prédio próprio.
Também vimos que o edital de R$6 milhões que garantiria a iluminação na cidade universitária, uma das reivindicações do  Movimento Estudantil, foi suspenso pelo STF por suspeita de fraude na licitação. Além disso tudo, ele convocou um CO extraordinário para debater o estatuto da USP, nos artigos que dizem respeito a reeleição do reitor e duração de seu mandato.
Por isso, vemos que as discussões de diretas para reitor e estatuinte já na USP devem ser prioridades para o Congresso, que discutirá o planejamento e atuação para os próximos dois anos e as mudanças necessárias para democratizar a USP, pensando nesses dois temas principais.
O Centro Acadêmico realizou as votações para a tiragem de delegados que irão representar a FSP no XI Congresso. Mais de 100 pessoas votaram, por isso conseguimos levar o número máximo de delegados da nossa unidade para o Congresso, 9 titulares com seus respectivos suplentes. A chapa vencedora foi a “Nada é impossível de mudar”.
Chapa da FSP para o XI Congresso dos Estudantes da USP
Para que todos os alunos estejam preparados para os debates do Congresso sobre democratização na USP, estamos realizando debates nos cursos de saúde sobre a proibição do álcool na universidade, buscando discutir se a  proibição do álcool realmente possui aspectos benéficos para a nossa saúde, pensando no impacto desse assunto para a Saúde Pública e se essa forma de proibir é apenas mais uma demonstração da falta de democracia e autonomia dos alunos dentro da universidade. Afinal, proibir não é educar! E será que queremos mesmo ser educados neste caso?
Álcool na Universidade

Nota Pública Contra a Expulsão de 6 Estudantes da USP

Na última sexta-feira, dia 16 de dezembro de 2011, em despacho publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o reitor João Grandino Rodas anunciou a expulsão de seis estudantes da Universidade de São Paulo, que estão participando da ocupação na moradia estudantil (CRUSP). A reitoria da USP optou pela pena de eliminação do corpo discente da universidade e exclusão do CRUSP a estudantes em luta por uma política de permanência estudantil que possibilite que estudantes de baixa renda possam frequentar a universidade pública.

Essa agressão ao direito democrático de organização e ação política no interior da universidade foi respaldada por um decreto dos anos de Ditadura Militar, mais precisamente de 1972. O decreto mencionado, em seu artigo 250, trata como falta de indisciplina grave, passível de punição, as seguintes ações: “promover manifestação ou propaganda de caráter político-partidário, racial ou religioso, bem como incitar, promover ou apoiar ausências coletivas aos trabalhos escolares”. O conteúdo deste decreto está claramente em contradição com o livre direito de greve e de manifestação política, garantidos pela Constituição Federal de 1988.

Essa medida do reitor é parte integrante da política repressiva da administração da universidade e do governo estadual contra o movimento organizado no interior da USP. Só neste ano de 2011, vimos a ameaça de demissão de dirigentes sindicais do SINTUSP, a prisão de 73 estudantes que se mobilizavam contra a presença da Polícia Militar no campus e, agora em meados de dezembro, essas absurdas expulsões. Explicita-se a intenção das autoridades constituídas de quebrar qualquer resistência à aplicação de seu projeto de universidade.

Diante deste grave acontecimento, as entidades e organizações políticas abaixo assinadas repudiam a repressão exercida por João Grandino Rodas e convocam o conjunto dos movimentos estudantil, popular e sindical brasileiros a se incluírem numa grande campanha em defesa da liberdade de manifestação política, instando a reitoria da USP a anular imediatamente a expulsão desses seis estudantes.

Assinam:
ADUSP – Associação dos Docentes da USP
SINTUSP – Sindicato dos Trabalhadores da USP
DCE Livre da USP “Alexandre Vannucchi Leme”

AMORCRUSP – Associação de Moradores do CRUSP gestão “Unidade Cruspiana”
CA XXXI de Outubro – Centro Acadêmicos 31 de Agosto [Enfermagem]
CAASO – Centro Acadêmico Armando Salles de Oliveira [São Carlos]
CAELL – Centro Acadêmico de estudos Literários e Linguístico “Oswald de Andrade”
CAER – Centro Acadêmico “Emílio Ribas” [Saúde Pública]
CAF – Centro Acadêmico da Filosofia “Prof. João Cruz Costa”
CAHS – Centro Acadêmico Hebert de Souza [Gestão de Políticas Públicas]
CALC – Centro Acadêmico Lupe Cotrim [ECA]
CAMAT – Centro Acadêmico da Matemática
CAPPF – Centro Acadêmico Professor Paulo Freire [Educação]
CARB – Centro Acadêmico “Rui Barbosa” [Ed. Física]
CAUPI – Centro Acadêmico Unificado de Pirassununga
CEGE – Centro de Estudos Geográficos “Capistrano de Abreu” CAHIS – Centro Acadêmico de História
CEQHR – Centro de Estudos Químicos “Heinrich Rheinboldt”
CEUPES – Centro Universitário de Pesquisa e Estudos Sociais [C. Sociais]
DALorena – Diretório Acadêmico da Escola de Engenharia de Lorena

ANEL, ANDES-SN, CSP-CONLUTAS, SINASEFE, SINSPREV/SP, STU – Sindicato dos Trabalhadores da UNICAMP ,Sub-Sede da APEOESP Santo Amaro, MTST, SEPE-RJ, SindRede-BH

Organizações:
Barricadas Abrem Caminhos [Rompendo Amarras], Coletivo “Há quem sambe diferente”/PUC-Minas, Coletivo Construção, Coletivo Geografia na Luta/UFS, Coletivo “USP que queremos”, Construção Coletiva, Dialogação [Rompendo Amarras], Domínio Público [Rompendo Amarras], Frente de luta dos CA’s/UFMT, Juntos, Juventude LibRe, Movimento 89 de Junho (PUC/RS), Não Vou me Adapar (chapa pro DCE Livre da USP), Universidade em Movimento, Coletivo Feminista Yabá, Coletivo “Tomando o céu de assalto”/PUC-SP

DCE’s: UEM, UFJF, UFPA, UFPel, UFRGS, UFRJ, UNICAMP

DA ICB/UFMG
ComuniCA/UFMG
DA Musica/UFMG
DA Letras Gestão “Ao Pé da Letras”/UFMG
CAEF/UEM
CABAM/UFRGS
CAAP/UFMG
CAPSI/UFMG
DACOI/PUC Minas
CECS/UFRGS
CAEF/UNIFAP
DA 26 de Julho/UFES

Executivas e Federações de Cursos:
CEREGENE – Coord. Executiva Regional dos Estudantes de Geografia do NE
CONEEG – Confederação Nacional das Entidades Estudantis de Geografia
CONEP – Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
ENEBio – Executiva Nacional dos Estudantes de Biologia
ENECOS – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
FEMEH – Federação do Movimento Estudantil de História
FENED – Federação Nacional dos Estudantes de Direito