Consulta pública sobre o Plano Municipal de Saúde Integral da População LGBT

Os interessados têm até o dia 17 de janeiro para enviar as suas sugestões. Entre as ações previstas, estão a formação de profissionais de saúde para o combate à homofobia 
8º-Seminário-LGBT_v2-Medium

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do município de São Paulo iniciou nesta terça-feira, dia 17, uma consulta pública sobre o Plano Operativo Municipal de Saúde Integral da População LGBT, que trará para a Cidade a execução da Política Nacional de Saúde LGBT do Ministério da Saúde. São Paulo é o primeiro município brasileiro a adotar as diretrizes dessa política nacional.

A população tem até o dia 17 de janeiro para enviar as suas sugestões, que, após análise, poderão ser incorporadas ao Plano.

Clique aqui para participar

Desenvolvido pela SMS em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Coordenação de Políticas para LGBT, o Plano foi apresentado no dia 8 de novembro, durante o Seminário de Política de Saúde Integral para a População LGBT de São Paulo, que aconteceu na unidade da Universidade de Guarulhos localizada dentro do Shopping Light, no centro (leia mais).

Entre as ações previstas, estão a formação de profissionais de saúde para o combate à homofobia e a disponibilização da hormonioterapia para travestis e transexuais. As ações foram definidas pelo Grupo de Trabalho instituído pela SMS para a construção do programa, da qual a SMDHC faz parte.

Após a consulta pública, o Plano será apresentado e aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, sendo publicado depois, via portaria.

+ informações sobre o projeto em Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania

Campanha pela inserção do profissional Nutricionista na Equipe de Saúde da Família

Pela garantia do direito humano à saúde: A necessidade do nutricionista por respaldos legais e lógicos

Considerando a alimentação, bioquímica e fisiologicamente, adequada como sendo imprescindível no processo de crescimento e desenvolvimento de um organismo humano saudável;

Considerando a situação de saúde da população em seu contexto atual, onde a prevalência de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis atinge grande parte da sociedade, decorrente de estilos de vida que contribuem para a instalação desse quadro epidemiológico, tendo a alimentação como uma das principais causas desse processo;

Considerando o objetivo dos instrumentos legais de respaldo e direcionamento das Políticas Públicas de Saúde como a Política Nacional de Atenção Básica em Saúde, Política Nacional de Promoção da Saúde, Política Nacional de Alimentação e Nutrição, Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e o Direito Humano à alimentação adequada, onde põe como imprescindível no desenvolvimento de ações de alimentação e saúde na atenção à saúde da população;

Considerando a necessidade da estratégia de reorientação do modelo assistencial em saúde, Estratégia de Saúde da Família, formulada e implementada pelo governo a partir de 1994, que organiza a atenção à saúde por meio de equipes multidisciplinares em Unidades Básicas de Saúde, para desenvolver ações de promoção, recuperação, manutenção e reabilitação da saúde e prevenção de doenças e agravos da comunidade;

Considerando os objetivos e diretrizes do Programa de reorientação da formação do profissional de saúde (PRÓ-SAÚDE), que apontam a necessidade da formação se voltar, prioritariamente, para a Atenção Básica à saúde através da integração ensino-serviço, de modo à formar profissionais que saibam atender as necessidades reais da população e à operacionalização do Sistema Único de Saúde, cumprindo os objetivos do Pacto pela Saúde;

Considerando que a atenção plena à saúde só poderá ser realizada de maneira integralizada no âmbito das ações interdisciplinares dos diferentes profissionais de saúde;

Considerando o direito humano à saúde, constitucionalmente garantido, e a obrigação do estado na sua garantia;

Considerando o compromisso que os gestores de saúde têm com a saúde da população, e o Pacto pela Saúde firmado para garantir esse direito humano;

Considerando que o Nutricionista é o profissional de saúde tecnicamente capacitado para desenvolver ações de promoção, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos, e manutenção da saúde da comunidade através dos conhecimentos sobre alimentação e nutrição;

Faz-se necessária a ampliação do espaço desse profissional na rede pública de serviços de saúde, através da obrigatoriedade de sua inserção na equipe mínima da atenção básica em saúde, a fim de que se cumpram os objetivos dos, já citados, programas, leis, estratégias e políticas, e garanta o acesso da população brasileira a um sistema público de saúde verdadeiramente universal, gratuito, equânime e de qualidade.

Por Arthur Grangeiro
Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição
________________________________________________________________________________

Texto publicado originalmente no blog da ENEN

 

A USP já tem seu novo reitor: Marco Antonio Zago.

Zago, que é professor titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e foi Pró-Reitor de Pesquisa da gestão Rodas, foi o mais votado na consulta a comunidade e na eleição dos colegiados. Ele entra com a proposta de dar maiores incentivos a graduação e democratizar a universidade.

1508535_804848952863502_324010242_n1

Diferente de Rodas, que era o 2º da lista tríplice, Zago foi o 1º. Entretanto, isso não quer dizer que o governador ficou mais bonzinho ou que a USP finalmente se tornou uma universidade democrática. A consulta a comunidade não valeu de nada, quem escolheu foram os colegiados com uma composição extremamente anti-democrática (com ínfima participação de estudantes, funcionários e até de professores adjuntos). E no fim de tudo, o poder maior ainda está centrado no governador, que poderia escolher muito bem o 1º ou o último da lista. O feudo USP continua sendo feudo, com Rodas ou com Zago.

Zago terá muito trabalho pela frente, pois Rodas “fez merda pra dar e vender”, mas veremos se essa tal promessa de “democratização da universidade” será concretizada ou será simplesmente um slogan de campanha.

É bom ele já saber que por nossa parte, não vai faltar barulho pra que a USP deixe de ser a “melhor universidade e mimimi” no discurso e se torne de fato uma universidade pública e democrática.

Em 2014, a rua é nossa!

2013 foi um ano incrível e que mudou para sempre nossas vidas.
Deixamos de lado a ideia de que política é para poucos.
E muita gente que nunca se imaginaria fazendo isto, esteve este ano na rua e se mobilizou de diversas formas possíveis.

Terminamos o ano sabendo que ele não valeu só 20 centavos.
Valeu pelos velhos e novos companheiros.
Valeu por nossas festas.
Valeu pelas aulas dispensadas.
Valeu por nossos debates.
Valeu por queremos democracia.
Valeu por querermos algo novo.

e 2014 vem aí, + amor – recalque
e, cês tão ligado? Não vai ter Copa!

Esses são os votos da gestão Pluralidade do Centro Acadêmico Emílio Ribas da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Eleição do CAER

Nos dias 5, 6 e 7 de novembro ocorreu a eleição para a gestão 2013/2014 do CAER.

Neste ano 2 chapas se inscreveram. Confira aqui o resultado da eleição:

APURAÇÃO

Total de votos válidos: 334

Chapa Todas as Cores: 153

Chapa Pluralidade: 162

Brancos e Nulos: 19

Desde modo, noticiamos que a Chapa Pluralidade foi vencedora do processo eleitoral da eleição para a gestão 2013/2014 do Centro Acadêmico Emílio Ribas da FSP-USP.

São Paulo, 19 de novembro de 2013.

Dia Mundial da Alimentação

Desde 1981 comemora-se no dia 16 de outubro o Dia Mundial da Alimentação, o tema mais debatido nos últimos anos foi o combate à fome.

Josué de Castro, já nos anos 30 chamou a atenção para os problemas da fome e da miséria que assolavam o país, afirmando que a apropriação injusta e ilegal dos recursos da natureza é responsável pelo subdesenvolvimento, fome e miséria. Em seu livro “geografia da fome” denuncia a fome como ação do homem e da condução econômica do país. Josué, foi uma figura importante na luta contra a desigualdade social e combate à fome, teve seus direitos políticos cassados durante a ditadura militar.

Atualmente o Brasil não sofre tanto com os agravos da fome/desnutrição, porém enfrenta ainda as mazelas de um país profundamente desigual, no qual direitos básicos não são respeitados e que afetam diretamente a alimentação do brasileiro.

Com o anúncio do aumento das passagens em praticamente todo território nacional, apenas 20 centavos foi o suficiente para que a juventude fosse às ruas mostrar sua indignação com a maneira que os governos têm conduzido a política. O aumento de 20 centavos nos transportes compromete o orçamento com alimentação, pois como é possível comprar o feijão se a tarifa aumenta e o salário não?

Junho, mostrou que a mobilização e ocupação das ruas é a via pela qual conquistaremos as vitórias. Outubro também está nos mostrando isso com a ocupação da reitoria e greve de diversos cursos pelas eleições diretas.

A luta pelo combate à fome que Josué travou em 1930 é uma luta pela democracia. Assim é a nossa luta hoje contra a epidemia da obesidade, contra os agrotóxicos, contra a concentração de terra e pelo direito dos animais. A luta pelo direito à alimentação é uma luta casada com o fim das desigualdades sociais, pela democracia!

Imagem

 

O Saúde +10, o Ato em Defesa da Saúde Pública e a participação dos estudantes da Nutrição e Saúde Pública

Em março de 2012 em Brasília formou-se o MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA tendo como ponto de partida o Projeto de Lei de Iniciativa Popular que assegure o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública brasileira. O projeto de iniciativa popular assinado por mais de 2 milhões de brasileiros foi aprovado no congresso do CONASEMS (congresso nacional dos secretários municipais de saúde) em julho de 2013 em Brasília.

Se aprovado o projeto, o SUS contará com um acréscimo para o orçamento do Ministério da Saúde de 2013 em cerca de R$ 40 bilhões, sendo 0,8% do PIB. O pleito do Projeto de Iniciativa Popular é importante para a sobrevivência do SUS, mas temos consciência de que não resolve por completo o subfinanciamento histórico da saúde pública no Brasil.  A história do SUS é marcada pelos problemas de financiamento. Os recursos públicos envolvidos sempre foram insuficientes para garantir uma saúde pública, universal, integral e de qualidade.

E qual é a importância dos alunos e das alunas da FSP com o Saúde +10 e o Ato em Defesa da Saúde Pública?

É importante destacar a necessidade de repolitização da reforma sanitária brasileira e lembrar que as centrais sindicais deram o primeiro passo para reaproximação de todo movimento social do país e incluir o movimento Saúde +10 em nossas pautas e na nossa futura prática profissional, sejamos nutricionistas ou sanitaristas.

 É importante também fortalecer o sistema público de saúde, que é a principal estratégia para diminuir as iniquidades e melhorar os indicadores de saúde do país. Além disso, aprofundar o debate sobre a formação no campo da saúde e fortalecer o movimento Saúde + 10 para combater o desfinanciamento do SUS.

Assim, convidamos a todos e todas para o ato em defesa da saúde publica que irá ocorrer no dia 2 de setembro as 12:30 horas no auditório principal do centro de convenções Rebouças. O Ato será uma atividade extra do 13º Congresso Paulista de Saúde Pública (31 agosto/4 setembro) e tem como eixo principal “O pública na saúde pública – A produção do (bem) comum” e reafirmar o SUS projeto ético-político exitoso, de sujeitos construtores de cidadania, e em defesa da dignidade e do direito à saúde como compromisso permanente de todos.

Imagem

Vem aí: XXX ENENUT!

O Centro Acadêmico Emílio Ribas (CAER) e a Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição convida tod@s @s estudantes para participar do Encontro Nacional de Estudantes de Nutrição (ENENUT), que acontecerá em Goiânia/GO, na Universidade Federal de Goiás, nos dias 11 a 17 de Agosto.

O ENENUT é o fórum máximo de organização estudantil da Executiva Nacional dos Estudantes de Nutrição (ENEN), durante 7 dias por ano, centenas de estudantes de Nutrição de todas as regiões do Brasil debatem, apresentam trabalhos científicos, produzem e difundem sua cultura, integram-se e trocam experiências.

O evento conta ainda com a presença das mais relevantes entidades e personalidades das áreas da saúde e da educação, o que mostra a importância do espaço.

O Encontro este ano terá como tema: “30 Anos de história e uma identidade em questão!”, em que o foco será debater sobre o perfil da identidade profissional do nutricionista e o papel do movimento estudantil neste contexto, durante sua história.

Os estudantes interessados em ir ao ENENUT 2013 preencham o formulário que consta no link: http://migre.me/fEyXA

Mais informações no site: http://www.enenut2013.com/

O CAER está tentando auxílio financeiro para que tod@s possam ir, e vivenciar a experiência de construir o movimento estudantil da nutrição.

182525_379185205462232_1676854364_n

Eleição Conselheiros da Sociedade Civil – CONSEA SP – Participe!

São Paulo é um dos oito estados brasileiros que ainda não aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar (SISAN), que é um sistema público que reúne diversos setores do governo e sociedade civil a fim de promover programas e ações que garantam o Direito Humano à Alimentação Adequada.

Para aderir ao SISAN é necessária instituição da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar (CAISAN) e do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA). No dia 26 de julho, através do decreto Nº 59.385, Estado de São Paulo finalmente cria a CAISAN-SP.

A CAISAN-SP deve elaborar e monitorar, em conjunto com o CONSEA-SP, o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. A CAISAN-SP será composta por 19 secretarias de Estado e presidida pelo secretário de Agricultura e Abastecimento.

O CONSEA-SP está organizando em todo estado eleições para membros das Comissões Regionais de Segurança Alimentar e Nutricional, bem como eleições para representante da sociedade civil.  Na capital, a próxima reunião acontecerá dia 24/08 às 13h na Secretaria de Agricultura e Abastecimento.  No link abaixo é possível visualizar as datas nas demais regiões.

Direito-Humano-à-AlimentaçãoSabemos que a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada se dá através das garantia dos demais direitos sociais e à vida digna. Nós, estudantes de nutrição e saúde pública, devemos participar e exigir programas e políticas de saúde e nutrição que garantam a autonomia do individuo/sociedade, e não políticas assistencialistas e higienistas que historicamente o governo aplica no Estado de São Paulo.

Mais informações:

http://www.consea.sp.gov.br/eleicoes_2013.php

Exemplo de mobilização da UNESP deve inspirar xs estudantes da USP para os desafios do próximo período

A (Universidade Estadual Paulista) UNESP possui 24 campi espalhados pelo estado de São Paulo, e muitos deles são os chamados “experimentais”, que convivem com realidades de extrema precarização, em alguns deles essa situação já se arrasta por cerca de 10 anos, seg

undo relato dos estudantes.
Tanto descaso resultou em uma ocupação de cerca de 300 alunos dos mais diversos campi da UNESP na reitoria da universidade, a princípio a idéia era fazer um ato em frente ao local, porém a situação de greve há dois meses sem que nada fosse feito, fez com que as pessoas ali presentes radicalizassem e ocupassem o espaço. Uma oportunidade de se fazer ouvir as vozes roucas dos estudantes cansados de gritar estava colocada, e eles não recuaram.
Esse movimento espontâneo reflete a indignação que hoje vemos na juventude que vai as ruas sem medo de lutar, a juventude sem oportunidades, disposta a brigar por seus direitos.
As principais pautas eram a questão da permanência, que inclui ampliação da moradia estudantil e restaurante universitário em todos os campi, bolsa auxílio para estudantes de nível socioeconômico mais baixo e que não tem como se manter na universidade sem trabalhar; e de maneira secundária, mas também importante, a questão do PIMESP (Projeto de Inclusão por Mérito nas Estaduais Paulistas), que foi elaborado e aprovado de maneira extremamente antidemocrática, e que irá afastar ainda mais os alunos de renda mais baixa das universidades públicas, o que representa um grande retrocesso na construção de uma universidade com acesso amplo e democrático.
Foi feita uma reunião com representantes dos alunos e com a vice-reitora da UNESP, a qual veio direto do campus de Botucatu para conversar com os manifestantes, um grande sinal de que a ocupação foi um processo legítimo de reivindicação, que forçou a reitoria a ouvir as demandas que estão sendo colocadas há dois meses, desde que se iniciou a greve.
Embora as pautas fossem permanência e NÃO ao PIMESP, o que pudemos perceber foi que, todas as reivindicações caminharam para uma conclusão: as demandas dos discentes muitas vezes são secundarizadas por não haver uma estrutura de poder dentro da universidade que dê voz ao estudante. Em geral as universidades públicas do estado de São Paulo têm suas organizações fundadas em sistemas burocráticos e pouco funcionais, que ao invés de promover a aproximação de professores, funcionários e estudantes, os setores que a compõem e constroem a universidade , tornando os espaços de decisão da universidade fechados e nada democráticos.

Nesse sentido, nos da USP seguimos alinhados com as mobilizações dos estudantes da UNESP, no próximo semestre teremos eleições para a reitoria da USP, e é sabido que a maioria da comunidade universitária tem pouquíssima participação, por isso, iremos nos preparar para exigir eleições diretas para reitor e por maior participação dos estudantes nos espaços de decisão. Vamos construir uma universidade ampla e democrática para todos!

UNESP Marília em greve.

UNESP Marília em greve.