MUDA SP na FSP

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Espaço MUDA SP – Semana de Recepção dos Calouros FSP USP 2014

Pela primeira vez na Semana de Recepção tivemos a presença do Movimento Urbano de Agroecologia de São Paulo.

“O MUDA SP é uma iniciativa conjunta de pessoas e organizações que atuam nas áreas de ecologia, agricultura sem venenos, convívio nos espaços urbanos, comércio justo, educação ambiental, gastronomia saudável, segurança alimentar e saúde pública, incluindo setores do poder público executivo e legislativo do município”¹.

O conhecimento seguido da reflexão e questionamento sobre como o alimento chega à mesa, como é consumido e como são descartadas as sobras é essencial. Os participantes deste ciclo somos nós, nossa família, amigos e futuros pacientes. Nele está integrada uma relação social, psicológica, econômica e cultural que não se dissociam e precisam ser levadas em consideração. Nutricionistas e sanitaristas lidam diretamente com a promoção da saúde, segurança alimentar e com a população, daí a necessidade de visar a saúde não apenas como suprimento das necessidades fisiológicas e ausência de doenças nos indivíduos. Convidamos o MUDA SP à Faculdade de Saúde Pública FSP USP pois acreditamos que o contato desde o início da formação dos estudantes possibilita uma maior conscientização tanto como cidadãos como futuros profissionais da saúde que, assim, poderão partilhar com mais responsabilidade o conhecimento com população, visando a saúde humana e ambiental.

Uma das necessidades básicas do indivíduo é a alimentação, mas comer e beber vai muito além de pensar em nutrientes, selecionar porções e fazer recomendações nutricionais.

O que vem neste prato além dos nutrientes de cada alimento?
A comida em seu aspecto integral, as toxinas nela presentes, a tradição local, o status que ela gera, os sentimentos que traz a quem come, quem produz, o acesso da população a esse alimento etc. Além disso o histórico daquilo que está na mesa, de onde veio, quem plantou, quem transportou, quem ganha com isso, a justiça , a conscientização. A agroecologia discute o impacto ambiental e social gerado desde a produção até a distribuição, ingestão e descarte de sobra destes alimentos sempre respeitando e o planeta e pensando em alternativas sustentáveis.

Agradecemos a presença de todos os participantes da roda sobretudo do Samuel Iwassaki( permacultor e professor de ioga), Susana Priz (arquiteta), Vanessa Menk (nutricionista e permacultora) e Stéphane, integrantes do MUDA SP, sem os quais a realização desta conversa não seria possível.

Texto integral de Nicole Samanta Dantas Reis

Convidamos a todos que conheçam mais sobre a agroecologia, alguns textos e filmes informativos:

Filmes recomendados: Pontal do Buriti: http://www.youtube.com/watch?v=qHQdWwZcGlg
O Veneno está na Mesa: http://www.youtube.com/watch?v=8RVAgD44AGg

Para mais informações acesse https://www.facebook.com/mudaspoficial

MUDA SP

MOVIMENTAÇÃO MUNDIAL CONTRA AGROTÓXICOS E TRANSGÊNICOS

 

Os agrotóxicos e transgênicos se configuram nas grandes polêmicas acerca da produção de alimentos; o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009, só na safra entre 2010 e 2011 foram utilizados, nas lavouras nacionais, cerca de 936 mil toneladas (IDEC).

A transgenia, que a princípio, era a tecnologia associada com previsão, controle e reprodutibilidade, tomou  outros rumos e hoje, muitos dos transgênicos já liberados no meio ambiente não podem mais ser controlados. Eles interagem com toda a biodiversidade e ciclos naturais, podendo transferir seus genes para outras espécies selvagens, gerando efeitos que podem ser irreversíveis, e que foge do conhecimento humano, uma vez que nossas lavouras tem sido um grande laboratório e a nossa população cobaia para a introdução dos transgênicos; já estamos avisados que podemos ter surpresas desagradáveis em um futuro próximo.

O agronegócio, nome dado ao modelo de produção agrícola dominante no Brasil e no mundo, é o grande responsável pelo crescimento e uso desenfreado do uso de agrotóxicos e transgênicos. Esse modelo de produção se baseia na predominância de latifúndios, alta maquinaria, marginalização e desvalorização dos trabalhadores rurais, uma vez que substituem seu posto de trabalho e pagam-lhe salários ínfimos; sem falar na degradação do meio ambiente, desgastando o solo, contaminando os lençóis freáticos e colocando a vida de animais, seres humanos e do próprio planeta em risco.

A Monsanto é hoje uma das maiores empresas produtora desses venenos, que tem contaminado boa parte dos alimentos que chegam à nossa mesa. Em agosto desse ano (2012), a transnacional americana de agroquímicos Monsanto foi condenada a pagar uma multa de 250 mil dólares por “danos morais causados aos consumidores”, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que a propaganda veiculada pela empresa no sul do Brasil, em 2001, tinha como objetivo preparar o mercado nacional para a inserção dos transgênicos, que nessa época não havia sido aprovado ainda.

Para assistir a propaganda e ler a matéria na íntegra acesse: http://memorialatina.net/2012/08/29/monsanto-e-condenada-por-propaganda-enganosa/

Motivados pelo descaso com o qual as multinacionais e o mercado econômico vem tratando assuntos tão importantes como saúde e o futuro do planeta, jovens do mundo inteiro se organizaram contra a ameaça da Monsanto. Segundo site oficial (http://occupy-monsanto.com/) iniciou dia 17 de setembro, mesma data em que se deu a ocupação a Wall Street o ano passado, uma série de protestos, que durarão a semana toda em diversos lugares do mundo, em St. Luis (Missouri), onde está a sede da Monsanto Corporation, em todo os EUA, na Argentina, Canadá, Alemanha, Índia, Espanha, Filipinas, Paraguai e vários outros lugares.

Ocupar a Monsanto significa confrontar esse sistema de produção opressor, e a participação popular é ferramenta fundamental nessa luta. Ao contrário do que dizem as grandes empresas, é possível uma produção que favoreça a alimentação saudável, fortaleça a agricultura familiar e assim garanta um alimento seguro, em quantidade suficiente e de boa qualidade, conforme preconiza a Lei de Segurança Alimentar e Nutricional (BRASIL).

O Brasil como recordista no uso de agrotóxicos e transgênicos (principalmente soja transgênica), não poderia deixar de apoiar essa manifestação, nossa movimentação aqui ainda é bastante tímida, mas é fundamental debatermos esse assunto. Mais de 50 entidades nacionais se juntaram em abril de 2011 na Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que tem por objetivo sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e se mobilizar para cobrar medidas que freiem seu uso no Brasil.

Para fortalecer a atuação, foi criado um projeto de financiamento colaborativo através do site catarse. A Campanha pede que @s interessad@s acessem o link  http://catarse.me/pt/projects/851-transformacao-agroecologica-colaborativa#about para saber os objetivos do projeto, motivações, ações previstas e formas de contribuir.

A Campanha que visa para transformar profundamente a realidade desse país campeão em consumo de agrotóxico, recentemente, lançou um abaixo assinado para banir do Brasil os agrotóxicos já banidos em outros países (assine a petição virtual)

 

O CAER (Centro Acadêmico Emílio Ribas), representante dos alunos do curso de Nutrição e do curso de Saúde Pública da FSP/USP:

  • Apoia a “Campanha Permanente Contra Agrotóxicos e Pela Vida!”
  • Apoia “Occupy Monsanto.”